domingo, 12 de junho de 2011

Medicamentos: Alopáticos X Homeopáticos X Fitoterápicos

Eae galera! Trouxemos para vcs mais uma informação para eliminar as dúvidas sobre as diferenças entre os tipos de medicação: Alopáticos, Homeopáticos e Fitoterápicos
Para esclarecer e tirar o preconceito que há contra algum tipo. A gente expõe aqui para vcs.


Abaixo estão elas:
  • Alopatia
segundo o dicionário: s.f. Sistema de tratamento em que o médico administra ao doente medicamentos que produzem efeitos contrários aos sintomas da doença que se deseja combater. Por exemplo, se o paciente tem febre, o médico receita um remédio que faz baixar a temperatura. Se tem dor, um analgésico. A alopatia é um sistema oposto à homeopatia.

Alopatia é um termo atribuído a Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843), considerado o Pai da Homeopatia, para descrever técnicas de tratamento que sigam o princípio"Contraria contrariis curantur" que seria oposto ao "Similia similibus curantur" (semelhantes são curados por semelhantes), base terapêutica da homeopatia.
Baseada no princípio contraria contrariis ou Lei dos Contrários, é oposta a Homeopatia. Também conhecida por Heteropatia, Enantiopatia, é o tratamento de doenças utilizando medicamentos cujos efeitos são diferentes daqueles sintomas apresentados pelas doenças.
Fora do contexto de oposição à homeopatia, o termo geralmente se refere à medicina atual, ou convencional, de bases científicas, em contraste à medicina alternativa.
São os medicamentos que compramos nas drogarias comuns: Aspirina, Omeprazol, Losartan, Atenolol, Paracetamol e etc.

  • Homeopatia:

Homeopatia (do grego ὅμοιος + πάθος transliterado hómoios - + páthos = "semelhante" + "doença") é um termo criado porChristian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843) para designar uma terapia alternativa que se baseia no princípio similia similibus curantur ("os semelhantes curam-se pelos semelhantes"). Confunde-se-a com a fitoterapia, por conta dos produtos usados em suas formulações, embora ambas tenham corpo ideológico e metodologia essencialmente distintos. Não se confunde com isopatia.
De fato, o tratamento homeopático consiste em fornecer a um paciente sintomático doses extremamente diluídas de compostos que são tidos como causas em pessoas saudáveis dos sintomas que pretendem contrariar. Desse modo, o sistema de cura natural da pessoa seria estimulado a estabelecer uma reação de restauração da saúde por suas próprias forças, de dentro para fora. O medicamento homeopático é preparado em um processo que consiste em diluição sucessiva da substância, sucussão e "dinamização" (ou "potencialização"), em uma série de passos.
Homeopatia não se acha pacificamente inserida como especialidade médica em todos os países. O balanço coletivo de evidência científica mostra que homeopatia não é mais efetiva que um placebo. Mesmo aqueles que lhe conferem alguma aceitação oferecem-lhe certas restrições, ou de natureza institucional (as comunidades científico-médicas, os conselhos ou as ordens médicas etc.) ou de cunho legal (as disposições normativas pertinentes na ordem jurídico-política de cada país). Consideram-se questionáveis, sob a óptica da metodologia científica vigente, tanto o princípio como as técnicas, que deveriam ser provados e aprovados segundo os cânones do método científico moderno. Em particular, citam-se:
  1. Os altos níveis de diluição (variando de acordo com o medicamento), que conduziriam eventualmente à ineficácia por efetiva inexistência de princípio ativo (os homeopáticos são tão diluidos que, em doses comuns, chega a ser impossível haver uma única molécula do princípio ativo em toda a solução);
  2. A escassez de estudos acadêmico-científicos específicos, em particular os que comprovem a eficácia de tal método (sobretudo estudos de duplo-cego);
  3. O grande número de estudos científicos ortodoxos com resultados negativos — a concluirem pela ineficácia da homeopatia.
A homeopatia é uma das práticas alternativas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS)  e, no Brasil, é considerada como especialidade médica desde 1980, tendo sido incluída no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006.
"Não tem muita credibilidade, pois não é testada cientificamente." Disse o Dr. Francisco Neves, professor de Farmacologia Clínica do curso de Farmácia.
 

  • Fitoterápicos:

Um medicamento fitoterápico é aquele alcançado de plantas medicinais, onde utiliza-se exclusivamente derivados de droga vegetal tais como: suco, cera, exsudato, óleo, extrato, tintura, entre outros. O termo confunde-se com fitoterapia ou com planta medicinal que realmente envolve o vegetal como um todo no exercício curativo e/ou profilático. Os fitoterápicos são medicamentos industrializados, onde são tratados através de legislação específica. São uma mistura complexa de substâncias, onde, na maioria dos casos, o princípio ativo é desconhecido.
O simples fato de coletar, secar, estabilizar e secar um vegetal não o torna medicamento fitoterápico. Deste modo, vegetais íntegros, rasurados, triturados ou pulverizados, não são considerados medicamentos fitoterápicos, em outras palavras, uma planta medicinal não é um fitoterápico. Também não são considerados fitoterápicos os chás, medicamentos homeopáticos e partes de plantas medicinais.
Embora de difícil consenso, um fitoterápico pode ser definido como um medicamento (obtido pela tecnologia farmacêutica e industrializado) de origem vegetal (fitomedicamento) caracterizado por apresentar várias substâncias qúimicas (fitoquímicos) responsáveis pelos efeitos terapêuticos e\ou colaterais (também). Esta definição se opõe à de um medicamento não-fitoterápico cuja origem do(s) princípio(s) ativo(s) não é(são) exclusivamente vegetal(is) além de ser variada (ex: anti-histamínicos, antitérmicos e vitamina C todos juntos em comprimidos antigripais). Por exemplo (típico), o fitoterápico Ginkgo biloba tem cerca de 20 substâncias ativas que respondem juntas pelo efeito terapêutico, sem a totalidade simultânea das quais, o mesmo efeito não se alcança na plenitude.
Assim como outros medicamentos, os fitoterápicos quando utilizados de forma incorreta podem proporcionar problemas de saúde.
Por isso, para regulamentar a comunicação ao usuário, uma resolução da Anvisa em vigor desde 10 de março de 2010 padroniza regras para comercialização. Cada produto deve indicar para o que serve e seus possíveis efeitos colaterais. Os dados devem estar em um folheto informativo na embalagem ou no invólucro da planta.



A partir dessa explicação, esperamos que a dúvida que pairava sobre cada um desses termos tenha sido eliminada. Mas se restou alguma dúvida não deixe de nos perguntar. Os comentários sobre a postagem está aí também para isso. Não esqueça de avaliar o blog. A sua avaliação é muito importante para mantermos o blog sempre com o melhor para sua satisfação. 
A equipe FARMACOLEGAS! está sempre ao seu dispor e agradece sua visita.

Um comentário:

  1. Se uma terapia que é utilizada com sucesso há mais de cem anos, não é considerada eficaz pelos meios acadêmicos tradicionais atrelados à indústria farmacêutica, devemos desconsiderá-la ? Numa época em que se sabe que a física está jogando por terra suas pŕoprias afirmações ?

    É só para uma reflexão...

    Um abraço.

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